Porque eu cozinho

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Uns dizem que cozinhar é uma arte, outros garantem que é um ato de amor… os acadêmicos insistem que para dominar o ato de cozinhar é preciso muito estudo e técnica, os mais ousados arriscam misturas inusitadas, às vezes acertam, outras erram… Os tímidos se limitam aos comandos passados pelos livros de receitas, sem mudar ou inovar uma pitada sequer. Mal sabem eles que perdem valiosas oportunidades de ir muito além e sentir mais e melhor…

Os extrovertidos ousam nas formas e apresentações, os apaixonados abusam dos condimentos e capricham na pimenta. Os desiludidos… ahhhh, esses preferem nem comer. Que pena.

Eu cozinho por alegria e uso minhas experiências para alegrar as pessoas que amo.

A beira do fogão, eu literalmente viajo entretida com o barulhinho bom das panelas no fogo. Imagino, crio, penso, sinto, raciocino, relembro os conceitos que aprendi com meu primeiro e mais amado mestre, Rosny Gerdes Filho, que me ensinou com muito amor …

Junto tudo num caldeirão e a cada provinha desfruto de uma nova sensação.

Eu cozinho como quem compra um presente, e nunca gostei de presentes comprados, sempre preferi fazê-los.

Cozinho para me reunir com amigos e trocar experiências de amor e sabor. Cozinho como um experiência solitária, que muitas vezes acaba em festa. Cozinho porque adoro comer, comer bem, comer do bom, buscando sempre o melhor.

Eu cozinho porque aprendi nas escrituras da Índia que os alimentos oferecidos ao Senhor com amor e devoção têm o poder da cura. Cozinho buscando transformar simples substâncias materiais em experiências transcendentais de sabores extraordinários e fragrâncias incomuns. Cozinho tentando encontrar o néctar da vida.

Vamos falar de comida?

Esther Rocha
Jornalista curiosa, apaixonada pela gastronomia

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