Preço de uísques e vinhos dispara; faça o estoque de Natal já!

Ricardo Feltrin, colunista (líquido) do Vamos Falar de Comida

uisqueEntre a última coluna que escrevi aqui no Vamos Falar de Comida e esta, o preço dos uísques, maltes, bourbons, vinhos e champagnes disparou no mercado nacional de 30% a 40%.

Motivo? Nosso “competentíssimo” governo anunciou que vai aumentar os impostos sobre vinhos e destilados em dezembro.

Resultado: junta-se um governo devorador desvairado de impostos de um lado, e comerciantes gananciosos de outro, e sobrou para nós consumidores: o aumento já está nas prateleiras das melhores –e piores– casas do ramo.

Quero dizer antes de mais nada que sou 100% favorável à taxação elevada de bebidas e cigarros. Mas, desde que, como ocorre no Reino Unido, tivéssemos um governo que destinasse o dinheiro arrecadado para a área de saúde e educação.

Esse não é o caso do Brasil. O negócio aqui, parece, é só achacar a população. Até parece que o imposto da bebida vai para tratamento de doenças ligadas ao alcoolismo, ou que o petardo de impostos sobre o cigarro ajudam de alguma forma em campanhas antitabagismo ou no estudo da cura do câncer de pulmão. Rá!

Para não ficar só no álcool, respondam sinceramente: vocês acham que o dinheiro da milionária e indecente indústria de multas de carros é usado em campanhas de conscientização, melhoria das vias da cidade e segurança de motoristas e pedestres?

Ou… para a compra de radares que multam ainda mais?

Mas, voltemos aos destilados. Tenho experiência de sobra para dizer a vocês que até dezembro os preços atuais vão disparar mais 10% ou 20%. E quando a nova alíquota passar a vigorar de fato, outros 10% ou 20%. No mínimo.

Chegaremos a 2016 com uma garrafa de Red Label custando R$ 130 ou mais. Qual o resultado disso? Os brasileiros que hocognacje ainda podiam beber um uísque como o Red, de qualidade, passarão a tomar lixos de quinta categoria e daqui a alguns anos sofrerão os efeitos disso: sob a forma de cirrose.

Sim, é verdade: a qualidade da bebida que você toma tem influência direta na sua saúde.

Não deve ser à toa que Keith Richards, Eric Clapton e Ozzy estão vivos até hoje. O primeiro só tomava Jack Daniels. O segundo, apenas vodca russa Stolichnaya. O terceiro, garrafas do lendário conhaque Hennessy.

Com todo respeito, acham que estariam aqui ainda se tivessem tomado a mesma quantidade e por tantos anos garrafas de uísque engarrafado em Cotia, vodca destilada em Pedreira e conhaque Palhinha? Por favor…

Em supermercados, O Red Label, que até um mês atrás podia ser achado por R$ 65. Agora já passou para R$ 90.

vinhoMesmo sites com “pechinchas” na internet já pedem R$ 75 pela garrafa deste popular e honesto uísque.

Já um Jim Bean Black Triple (6 anos) custava até duas semanas atrás R$ 100. Já está em R$ 140.

O velho e bom ‘tennessee’ Jack Daniels não é mais encontrado por menos de R$ 124 em mercados.

E eu nem vou falar do preço que já estão cobrando pela garrafa de champanhe Cristal, para que a minha amiga Esther Rocha não chore borbolhas.

Repito: se você gosta de beber, corra. Corra como se não houvesse amanhã e compre tudo que puder, para o Natal e para 2016.

Porque esses preços NUNCA mais vão baixar.

Não digam que não avisei.

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